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Conhecimento PRODAP – 6 Passos para Implantar um Sistema de Manejo de Desponte / Repasse e Alavancar os Resultados da Fazenda

13/11/2014 2 comentários

6 Passos para Implantar um Sistema de Manejo de

Desponte / Repasse e Alavancar os Resultados

da Fazenda

 

Quer saber como aumentar em até 2x a produção @/ha/ano e em até 30% o suporte da pastagem? Confira abaixo 6 pontos para implantação de um sistema de manejo de desponte / repasse eficaz, para alavancar os resultados da sua fazenda.

Afinal, o que é o Sistema de Manejo de Desponte / Repasse ?

O sistema de manejo de desponte repasse é uma tecnologia que permite conciliar o alto desempenho dos animais com o pastejo rotacionado.

O sistema de pastejo rotacionado, consiste na divisão da fazenda em diversos módulos, que são subdivididos em vários piquetes. A partir daí, com base em informações sobre o clima da região, tipo de solo, monitoramento da forragem e da carga dos animais, maneja-se o gado entre os piquetes, respeitando as condições para rebrota e crescimento da forragem.

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Exemplo fictício de rotacionado com manejo tradicional em piquetes de braquiária no Brasil central em novembro.

O grande diferencial do sistema de manejo de desponte / repasse, consiste em se manejar parte do lote à frente – cerca de 20% da capacidade do suporte do módulo – possibilitando ganhos excepcionais a estes animais, enquanto o restante do lote – 80% da capacidade de suporte do módulo – segue atrás, ingerindo também forragem de boa qualidade, fazendo com que o ganho médio dos dois lotes seja potencializado.

Imagem2

Exemplo fictício de rotacionado com manejo desponte/repasse em piquetes de braquiária no Brasil central em novembro.

 

Benefícios

Dentre os diversos benefícios, podemos citar como os mais importantes, o aumento da produtividade em @/ha/ano e o aumento do suporte da pastagem – quando comparado ao sistema tradicional de pastejo contínuo. Ambos são impactantes para o resultado da fazenda, pois permitem um melhor ganho por área e um maior giro do estoque de rebanho. Tudo isto só é possível, é claro, quando aliado a outros fatores cruciais que asseguram a performance apropriada do rebanho, como um Programa Nutricional adequado, como os sugeridos pelos técnicos da PRODAP.

Abaixo, segue algumas informações de dados da PRODAP comparados à média nacional:

  • Pastagem extensiva mal manejada (média nacional):
    • 3-4@/ha/ano;
    • 3-4@/cab./ano.
  • Pastagem extensiva bem manejada (dados PRODAP):
    • 8-10@/ha/ano (2x);
    • 5-6@/cab./ano (1,5x).

Mas e então? Quais passos seguir para implantar um sistema de manejo de desponte repasse? Veja abaixo:

1 – Foco no sistema e não no rebanho ou no ambiente

O 1º passo para se implantar o sistema de manejo de Desponte / Repasse é entender o animal como integrante de um sistema e a produção da pastagem como uma inter-relação de fatores que envolvem sistemas biológicos. Entender que o solo é um organismo vivo e que além dele, a forragem, o animal e o clima também compõem este sistema é a base para se implantar o manejo de desponte / repasse.

Por isso, antes de atender as necessidades do animal, é preciso primeiro atender as necessidades do solo. Para que isso ocorra, é necessário reservar uma massa de forragem – cobertura morta – que auxilia na proteção contra erosões, na retenção de líquidos e serve de fonte de nutrientes para os microrganismos do solo.

Posteriormente, é preciso atender às necessidades das pastagens e reservar massa e área foliar remanescentes de forragem, capazes de possibilitar condições de rebrota e crescimento da planta.

Por último, atendidos necessidades de solo e de pastagem, é que a necessidade do animal deverá ser atendida, priorizando as categorias por nível de exigência.

Além disso, é preciso entender a influência do clima da região na produção da forragem, definir corretamente os períodos de águas e seca e determinar o potencial de produção e distribuição da massa de capim ao longo da safra e entressafra.

2 – Carga x Suporte

Entende-se por carga o peso total existente em uma unidade de área, ou seja, o produto do rebanho vezes o peso existente dentro da fazenda. Já o suporte, refere-se ao peso total suportado em uma unidade de área, ou seja, o rebanho que a fazenda suporta.

Para implantar um sistema de manejo de desponte / repasse, é necessário se adequar a carga presente em cada módulo à respectiva capacidade de suporte. Para isto, leva-se em conta o consumo diário do animal (que varia de acordo com seu peso), o potencial de produção da forragem – que varia de acordo com o tipo de solo, de gramínea, clima, utilização de irrigação e adubação – e a necessidade de forragem remanescente para o solo e para a planta. Somente assim, definidos todos estes aspectos e considerando a evolução do ganho de peso dos animais, será possível adequar-se corretamente a carga existente ao suporte da fazenda, possibilitar o correto pastejo e a sustentabilidade da operação. Abaixo segue gráfico que demonstra o desempenho animal em função da TL (capacidade de suporte):

Fonte: MOTT (1960) MOTT, G.O. Grazing pressure and the measurement of pasture production. In: International Grassland Congress, 8, England. Proceedings…1960. p.606-611.

 

  3 – Tamanho dos Pastos

Conforme abordado em nosso artigo “3 Motivos para se Investir em Divisão de Pastos e Alavancar o Resultado da Fazenda” , o tamanho dos pastos interfere diretamente no pastejo dos animais, na produção da forragem e consequentemente no suporte da fazenda e no desempenho do rebanho. Por isto, pastos com tamanhos adequados são essenciais para a implantação de um sistema de manejo de desponte e repasse, possibilitando o correto aproveitamento da massa de forragem produzida e o máximo desempenho possível.

4 – Tamanho do Lote

O tamanho do lote, ou seja, a quantidade de animais por piquete também é um aspecto primordial, pois influencia no comportamento dos animais e consequentemente, no seu consumo e ganho de peso. Abaixo, listamos alguns valores que podem servir de referência para um tamanho limite (valores máximos) de lote por categoria animal:

 

5 – Estrutura

Implantar um sistema de manejo de desponte repasse só é possível com uma boa estrutura de cercas, cochos e aguadas. As cercas devem estar em boas condições e serem capazes de realizar a contenção dos animais, evitando entreveros e consequentemente, perdas de desempenho do lote. Preferencialmente devem ser eletrificadas, pois garantem uma melhor contenção, a um menor custo de manutenção, quando comparadas às cercas convencionais.

Além disso, boas condições de estrutura e suporte de cocho, como abordado em nosso artigo ” Vale ou não vale a pena investir em cochos de qualidade ?” e um projeto hidráulico que disponibilize água em todos os piquetes são essenciais para o sistema de manejo de desponte e repasse.

 6 – Desenvolvimento de Equipe

Por último e não menos importante, são as pessoas. Para que qualquer planejamento ou estratégia saia do papel e seja implantada com sucesso, é preciso treinar e desenvolver equipes.

No sistema de manejo de desponte / repasse não é diferente. As equipes devem ser treinadas em diversos aspectos, como por exemplo no monitoramento da altura e qualidade da forragem – para entender o padrão de crescimento da planta e identificar se aquele tipo de forragem está em fase de ascensão em sua produção ou se já se encontra em declínio e demandará ajustes de carga; avaliar a condição geral dos rebanhos, evolução de peso e discrepâncias de lote que necessitarão de manejo; dentre outras atividades.

No entanto, o mais importante, é convencê-los dos ganhos deste sistema, incluí-los nas decisões de mudança, ouví-los e fazer com que se sintam responsáveis pelo resultado final da operação. Somente assim, a mudança será bem-vinda e o processo como um todo poderá desempenhar seu máximo potencial.

Conclusões

Implantar um sistema de manejo de desponte / repasse permite ganhos excepcionais para a atividade, elevando em até 2x a produção de @ / ha / ano e em até 30% o suporte da fazenda. Estes ganhos na produtividade tem impacto direto no resultado financeiro da operação e contribuem para a sustentabilidade do negócio.

Dentre as diversas soluções que a PRODAP oferece aos seus clientes, em um trabalho de parceria, auxiliamos a empresa na implantação do sistema de manejo de desponte / repasse, bem como de todos os quesitos relacionados, desde a análise do potencial de produção da forragem da fazenda, ajuste da relação carga x suporte, até o treinamento das equipes e implantação de um sistema de metas e gestão de indicadores. Tudo isto é claro, sempre focado na alavancagem dos resultados financeiros da empresa, que é o nosso principal objetivo.

 

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Conhecimento PRODAP – 3 Motivos para se Investir em Divisão de Pastos e Alavancar o Resultado da Fazenda

29/09/2014 22 comentários

3 Motivos para se Investir na Divisão de Pastos

 e Alavancar os Resultados da Fazenda

O tamanho dos pastos tem relação direta com os resultados financeiros do sistema produtivo de pecuária. Afinal, a adequada divisão dos pastos garante o correto pastejo, auxilia no máximo aproveitamento do potencial de produção de forragem do pasto e impede problemas de comportamento do lote, contribuindo positivamente para o desempenho dos animais e, consequentemente, para o resultado financeiro da operação.

Mas será que vale a pena investir tempo e dinheiro em divisão de pastos?

Confira abaixo 3  motivos para se investir na divisão dos pastos e alavancar os resultados da fazenda.

1 – Pastagem em Pastos Extensos

Pastos extensos sofrem com a irregularidade do pastejo, que é bastante elevado nas áreas próximas ao cocho e aguada e pouco intenso nas áreas mais distantes. Como o animal se desloca com facilidade até 250m e tolera até 500m, pastos que tenham comprimento e largura maiores do que isto são afetados com a desuniformidade do pastejo e não permitem o aproveitamento adequado da massa de forragem que é produzida nas áreas mais distantes da aguada ou do cocho.  Abaixo segue uma figura que ilustra a situação exposta:

Imagem ilustrativa da pastagem em pastos extensos.

Em pastos com dimensões acima do recomendado, como ilustrado, ocorre que durante o período das águas o animal consegue se alimentar bem usufruindo mais ou menos de metade do pasto e não se desloca ao final do pasto, porque não há necessidade. No entanto, na época das secas, esta área estará super pastejada, de porte baixo e pouca folha disponível e a área do fundo do pasto que não foi pastejada, estará com capim todo sementeado e muito alto e o animal usufruirá muito pouco desta forragem porque o material já estará de péssima qualidade.

2 – Problemas do Pastejo Irregular

Com a degradação ocasionada pelo super pastejo, inúmeros problemas podem ocorrer como o aumento da presença de invasoras (mato-mole, rebrota dura, etc.) e cupins, redução do porte da parte aérea e encurtamento das raízes da forrageira – o que causa lentidão no tempo de rebrota na entrada do período das águas e secamento precoce na entrada da seca – culminando com morte da planta e erosão do solo, que sem a cobertura necessária e os nutrientes fornecidos pela planta, se torna gradualmente improdutivo com o decorrer do tempo.

Sub pastejo – o excesso de massa, além da perda direta, provoca retardo na saída da próxima safra e em alguns casos a morte das touceiras.

Sub pastejo – o excesso de massa, além da perda direta, provoca retardo na saída da próxima safra e em alguns casos a morte das touceiras.

Encrutamento das raízes da forrageira em função do super pastejo

Encrutamento das raízes da forrageira em função do super pastejo

Impacto da gota da chuva sobre solo descoberto

Impacto da gota da chuva sobre solo descoberto

3 – Consequências da Degradação da Pastagem

Os problemas causados pelo tamanho inadequado dos pastos provocam a redução da área efetivamente empastada, devido a morte da pastagem e ao desgaste do solo no longo prazo, o que aumenta o custo/ha. Também ocorrerá a diminuição do suporte da fazenda, que provocará a redução do rebanho, além de afetar o desempenho do mesmo. Além destes fatores, os gastos com limpeza do pasto aumentam nas áreas super pastejadas e, dependendo do nível de degradação, ocorrerão despesas ainda, com a recuperação de áreas afetadas.

Degradação da pastagem em função do super pastejo

Degradação da pastagem em função do super pastejo

O que fazer ?

Todo este cenário de perda e prejuízo pode ser evitado eficazmente com a correta divisão dos pastos, que deve levar em consideração:

  • O tipo e o suporte da forragem
  • O tipo de solo e condição de drenagem
  • A topografia
  • O acesso às aguadas e ao cocho (se compartilhado)
  • Eventuais investimentos em captação e redistribuição de águas
  • O possível aproveitamento das cercas

Tudo isto levando em conta o custo total dispensado.

Pastejo alternado

Pastejo alternado

4 – Desponte/ Repasse

A adequação do tamanho dos pastos, não só evita prejuízos como também permite a implantação de um sistema de manejo de desponte/repasse – que abordaremos em nossos posts futuros – otimizando a eficiência do pastejo, o desempenho do rebanho e consequentemente o resultado financeiro da operação.

Imagem ilustrativa de  manejo de gado rotacionado

Imagem ilustrativa de manejo 

A PRODAP auxilia o produtor no planejamento, orçamentação, manutenção e, quando for o caso, na reformulação de toda a estrutura da fazenda, orientando em questões referentes à aguada, qualidade das cercas, necessidade de reforma de pastagens e, como aqui abordado, na divisão de pastos. Para este último ponto inclusive, parte do planejamento consiste em identificar a divisão atual e redesenhá-la com base em imagens de satélite e softwares de desenho técnico (autocad), o que otimiza a divisão e facilita a execução do plano.

Exemplo de imagens de satélite utilizadas pela PRODAP para divisão de pastos:

ANTES

ANTES

                    

DEPOIS

DEPOIS

Conclusão

Aliada a implantação do manejo de gado de desponte e repasse, – que possibilita o aumento do suporte da fazenda e o bom desempenho do animal – o tamanho dos pastos deixa de ser problema e passa a ser solução. Todo o cenário de perda e prejuízos que pastos grandes podem causar é dessa forma evitado e ainda por cima, possibilita-se um aumento na performance do rebanho, trazendo retorno aos recursos dispensados. Assim, respondendo diretamente ao questionamento inicial do texto, é possível afirmar que sim, vale a pena investir tempo e dinheiro nesta ação. Afinal de contas, adequar o tamanho dos pastos ajuda a garantir que o resultado financeiro da operação seja adequado.

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 Na próxima edição abordaremos o tema: Sistema de Manejo de Desponte/Repasse.

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Conhecimento PRODAP – 4 Pontos Pontos para Gestão Eficaz do Estoque de Suplementos Minerais que Impactam no Resultado da Fazenda

4 Pontos para Gestão Eficaz do Estoque de Suplementos

Minerais que Impactam no Resultado da Fazenda

 

Você já parou pra pensar que o resultado financeiro da sua operação pode estar sendo afetado pela forma como você gerencia o estoque dos produtos de nutrição da sua fazenda?

foto boi estoque 2

Indisponibilidade de produtos, erros na distribuição de suplementos e ocorrência de custos extras são problemas que podem ser causados pela má gestão do estoque. Para evitar que estas situações se tornem frequentes e afetem diretamente o desempenho do rebanho é imprescindível implantar uma gestão eficaz do estoque. Aqui você confere quais os principais erros e o que fazer para evita-los:

Sub / Super Estocagem

A sub estocagem de produtos é uma falha grave que provoca a indisponibilidade de suplementos no cocho, incorrendo em perdas substanciais de desempenho do rebanho. Tão ruim quanto, é a super estocagem de produtos, que pode acarretar no incorreto aproveitamento destes suplementos em épocas e/ou categorias não condizentes, levando a inadequações entre uso de produtos e a época do ano. A distribuição destes produtos remanescentes ainda pode elevar o consumo do suplemento sem incorrer em ganhos expressivos de desempenho, gerando prejuízo.

Incorreta Distribuição de Produtos

Outra situação comum quando há má gestão do estoque, são os erros na distribuição dos produtos para categorias ou épocas diferentes. Isso afeta diretamente o ganho de peso dos animais, que acabam por consumir produtos que não atendem todas as suas necessidades nutricionais. Se frequente, o resultado da fazenda pode ser prejudicado.

Perda de Controle do Estoque

A perda de controle do estoque pode ocorrer quando a estocagem dos suplementos não é realizada de forma a otimizar a identificação, contagem e manuseio dos produtos e quando não há um processo definido que registre a entrada e saída de suplementos. Pode ser uma das causas da sub / super estocagem de produtos, como também pode afetar outros controles da fazenda, como o controle do consumo e dificultar o levantamento de resultados, essencial para a gestão da fazenda como um todo.

O que Fazer

Para evitar estas falhas, uma gestão eficaz do estoque faz-se necessária, visando manter o estoque de produtos de forma organizada e um estoque de segurança sempre abastecido com o produto conforme a época do ano. Abaixo, seguem algumas dicas que podem auxiliá-lo:

1º –  O animal come em dias corridos e não em dias úteis. Por isso esteja atento aos prazos estabelecidos pelos fornecedores e leve em conta esta informação na manutenção do estoque de segurança. Afinal de contas, o animal não deixa de se alimentar só porque é feriado.

- O empilhamento dos produtos deve permitir a adequada conservação e manuseio, bem como a fácil identificação e a contagem rápida e confiável do estoque. Os lastros de empilhamento são a base para que estas premissas sejam atingidas e eles podem ser ordenados conforme abaixo:

  • Lastro com 7 sacos: 4+3
  • Lastro com 13 sacos: 4+(3X3)
  • Lastro com 22 sacos: 7+(3X5)
  • Lastro com 30 sacos: 9+(3X7)

exemplo

Imagem2

Imagem Ilustrativa – Exemplo de empilhamento

3º - Responsáveis pelo controle dos estoques centrais, intermediários e finais devem ser definidos. Anotações devem ser realizadas diariamente, a fim de controlar a baixa e a entrada de produtos.

4º - A compra de produtos pode obedecer a uma adequação de prazo para que não haja gastos desnecessários, lembrando é claro, de manter o estoque sempre em dia.

Em seus Programas de Nutrição Dinâmicos, a PRODAP oferece aos seus clientes produtos de alta tecnologia, recomendados conforme análise de vários aspectos como a categoria animal, a época do ano, análise da forragem e estrutura da fazenda, definindo metas e indicadores para acompanhamento dos resultados. Além disso, a PRODAP oferece diversos serviços que auxiliam nas questões operacionais e técnicas da fazenda, nos quais dentre eles, está a implantação de uma gestão eficaz do estoque, com a definição de processos, a implementação de controles e com o treinamento dos colaboradores.

Em resumo, os aspectos citados acima são fatores chave para aumentar a eficiência na gestão do estoque, no objetivo de garantir que o produto certo para cada época do ano e categoria animal esteja sempre disponível no cocho. Desta forma, você aumenta o controle e padroniza processos, evita erros de estocagem, de distribuição e consequentemente, prejuízos.

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 Na próxima edição abordaremos o tema: Adequação do Tamanho dos Pastos.

 

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Conhecimento PRODAP – 3 Aspectos que Você Deve Observar para Avaliar o Desempenho do Animal Produzido Pasto

10/07/2014 2 comentários

 3 Aspectos que Você Deve Observar para Avaliar

o Desempenho do Animal Produzido a Pasto

 

Normalmente, no sistema produtivo de gado a pasto, pesamos os animais duas vezes ao ano. Sendo assim, como fazer para monitorar, durante o período entre as pesagens, se o rebanho está ou não com ganhos de peso satisfatórios?

Estas pesagens ocorrem durante a vacinação, nos meses de maio e novembro e neste momento, conseguimos medir, ou por amostragem ou no rebanho todo, qual foi o ganho de peso dos animais entre um período e outro. Considerando que as pesagens de compra, desmama e embarque podem ser insuficientes para gestão do ganho de peso dos animais – pois são esporádicas e impossibilitam efeitos comparativos – esta janela de seis meses é muito longa e se descobrirmos que os resultados estão muito abaixo do esperado apenas neste período, pode ser tarde demais para atingirmos nossas metas anuais.

Por este motivo, alguns indicativos visuais do rebanho devem ser coletados rigorosamente, pois eles refletem (sem a acurácia do real ganho) se as metas estipuladas estão sendo cumpridas ou não.

Um rebanho com pelagem pálida, com costelas visíveis, acúmulo de poeira na região dorsal e fezes “encabritadas” são indícios de que os animais estão com desempenho muito aquém do potencial, ou seja, possuem problemas nutricionais e sanitários que afetam o ganho de peso negativamente.  Estas avaliações devem ser feitas periodicamente e são muito importantes para detecção de problemas diversos que podem servir como indicadores de tendência para o alcance de metas de ganho de peso estipuladas. Quer saber quais pontos observar para avaliar o desempenho do animal? Veja a lista abaixo:

 1 – PELAGEM

- Áspera: Pelagem arrepiada, com coloração fosca, aparência “suja” e acúmulo de poeira na região dorsal. Indica desempenho muito aquém do potencia.

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- Lisa: Animais com boa aparência, pelagem com aparência “limpa”. Indica desempenho significativamente abaixo do potencial.

Pelagem Lisa

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 -  Brilhante: Animais com pelagem brilhante quando em contraste com o sol. Indica desempenho muito próximo do potencial.

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2 – COBERTURA DE COSTELA

- Maior ou igual a 04 costelas visíveis: Animais em estado corporal ruim, evidenciando 4 ou mais costelas, região do vazio profundo e ausência de gordura na inserção da cauda. Em geral, há comprometimento da pelagem do animal. Pelagem muito áspera.

 

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 - 03 costelas visíveis: Animais em estado corporal intermediário apresentam pouca cobertura de costelas, evidenciando 3 costelas, região do vazio profundo e ausência de gordura na inserção da cauda. A pelagem oscila de áspera a lisa.

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- 02 costelas visíveis: Animais em bom estado corporal apresentam cobertura de costelas satisfatória, evidenciando 2 costelas, região do vazio pouco evidente e início de presença de gordura na inserção da cauda. Pelagem lisa.

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- 01 costela visível: Animais em estado corporal bom apresentam boa cobertura de costelas, evidenciando 1 costela, região do vazio pouco evidente e presença considerável de gordura na inserção da cauda. Pelagem lisa a brilhante.

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-Gordo:Animais em estado corporal considerado gordo apresentam cobertura total das costelas, região do vazio sem evidência de profundidade e alta presença de gordura na inserção da cauda. Pelagem brilhante.

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3 – PADRÃO DE FEZES

- Fezes Duras (encabritadas): Fezes com a nítida “impressão” das contrações intestinais, típico de animais em pasto seco sem suplementação.

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- Fezes Pastosas: Fezes mais úmidas com leve “impressão” das contrações intestinais, típico de animais em pasto verde em ponto de pastejo.

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Fezes semissólidas: Fezes amolecidas sem “impressões” das contrações intestinais.

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- Fezes “Panqueca”: Fezes semi líquidas, que não apresentam estrutura para formar um “monte”. Presença notável de Mucina (muco).

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- Diarreia: Fezes muito líquidas, normalmente eliminadas em jatos.

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Além destes itens, é importante atentar-se para a condição sanitária da fazenda, existência de fossas para o descarte de carcaças e o levantamento de doenças. A igualdade de pesos nos lotes também é importante, pois animais com grandes diferenças de peso influenciam no consumo de produtos para mais ou para menos. Atente também para a presença de parasitos, como carrapatos, moscas e bernes.

Conseguir avaliar estes pontos visualmente e identificar e atuar nas causas raízes, exige treinamento das equipes, definição de processos e liderança. Um dos métodos que a PRODAP implanta em seus clientes consiste no levantamento de todos os pastos e na avaliação de diversos dados relevantes da fazenda, como estruturas de cocho e estoques, do manejo da pastagem e, é claro, das condições do rebanho. Toda esta avaliação é realizada através de um amplo check-list que é preenchido periodicamente em todas as visitas dos consultores.

A equipe da fazenda é treinada nesta rotina, tornando-se capaz de avaliar estes quesitos, identificar problemas e atuar ativamente em suas causas. Desta forma a PRODAP contribui para implantação e disseminação de uma cultura de alta performance, focada em desempenho, que tem como consequência inevitável a alavancagem dos resultados financeiros de seus clientes.

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 Na próxima edição abordaremos o tema: Gestão de Estoque dos Suplementos Minerais.

 

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Conhecimento PROPAP – Vale ou Não Vale a Pena Investir em Cochos de Qualidade?

09/06/2014 6 comentários

Estrutura da Fazenda – Cocho

Vale ou não vale a pena investir em cochos de qualidade?

Respondendo a pergunta diretamente, sim, vale a pena investir em cochos de qualidade.

O primeiro motivo é por simples redução de desperdício de produtos, que já garante o investimento em até 2 anos. E o segundo ponto, é o aumento do resultado produtivo dos animais, que também justifica este investimento.

Vamos colocar as contas na ponta do lápis:

Desperdício 

Cocho

Desperdício de suplementos mineirais

Um cocho feito para suportar 60 a 80 animais armazena, ao longo de todo o ano, cerca de R$ 3.000 em suplementos minerais.

Em um cocho de má qualidade, podemos assumir que temos um desperdício médio de 10% ao longo de todo o ano, o que equivale a um valor de R$ 300 anuais. Levando em conta um  cocho de qualidade, de custo estimado de R$ 600, onde o desperdício se reduziria a zero, em dois anos o investimento já seria pago, apenas com a economia gerada pela inexistência do desperdício. Tendo em vista que o tempo de vida de um cocho deste padrão é de até 10 anos, neste período temos um retorno de 400% sobre o investimento.

Cocho de qualidade é cocho coberto, assim, além de evitar desbalanceamentos por entrada de água, que segrega ingredientes e promove perda da fração mais solúvel, permite o uso de um programa de nutrição mais arrojado, com presença de farelos. Assim, poderemos garantir um consumo efetivo das misturas, com baixo desvio entre os integrantes do lote, garantindo um padrão de ganho mais uniforme.

 

Cocho Adequado x Cocho Inadequado

Clique aqui para ampliar

Produtividade

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Animais corretamente suplementados

Podemos considerar que, rebanhos com suplementação mineral adequada fornecida em cochos de qualidade, conseguem desempenho adicional entre 0,5 e 1,0 arroba a mais por ano.

Considerando uma arroba de R$ 110, isso reflete em um ganho de R$ 55/cab/ano.

Usando o mesmo exemplo deste cocho para 60 animais, o valor ganho é de R$3.300, o que já viabiliza o investimento no primeiro ano.

Veja os principais aspectos a serem observados para a boa manutenção e utilização dos cochos:

PRODAP

Clique para ampliar

Cabe lembrar de que nada adianta possuir cochos bem estruturados se não forem adequadamente abastecidos.

Empedramento de produto no cocho

Empedramento de suplementos minerais no cocho

Cuidados, como conferir no máximo em dias alternados a presença de produtos no cocho, associados a ações como revirar com uma pequena pá o produto no cocho, para deixa-lo sempre solto, permite um consumo adequado das misturas. Uma logística de distribuição eficaz, que garanta a constante disponibilidade de produtos no cocho também é essencial. Por isso se faz necessário dedicar tempo para padronizar os processos da fazenda e treinar a equipe de campo.

A PRODAP, juntamente com seus Programas de Nutrição Dinâmicos, auxilia as fazendas na análise minuciosa das estruturas e processos, elaborando planos de ações que, aliados aos suplementos minerais de alta tecnologia, alavancam o resultado dos clientes. Dentre as análises realizadas, a avaliação e estruturação do cocho é tratada como ponto crucial no desempenho do rebanho e impacta na definição do programa de nutrição a ser utilizado.

Concluindo, o cocho é o prato do boi, portanto, cuidar para que este prato esteja sempre cheio e com alimentos de qualidade disponíveis é um fator chave para o sucesso financeiro da atividade.

 

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 Na próxima edição abordaremos o tema: Condições do Rebanho – Indicadores de Tendências do Ganho de Peso de gado a pasto.

 

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