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Mapa assina termo de incentivo a boas práticas agropecuárias

Para contribuir na redução de emissões de gases de efeito estufa, foi assinado nesta quarta-feira, dia 2 de maio, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um protocolo de intenções para recuperação de pastagens degradadas.

O documento de cooperação, com validade de 10 anos, foi firmado entre o Mapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo de Trabalho de Pecuária Sustentável (GTPS), formado por representantes de diferentes segmentos que integram a cadeia de valor da pecuária bovina no Brasil. A meta, inserida no Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), é recuperar 15 milhões de hectares até 2020.

A próxima etapa será a elaboração de um plano de trabalho com o objetivo de difundir os benefícios da adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. Entre as práticas incentivadas, está a integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), que alterna pastagem com agricultura e floresta numa mesma área.

Segundo o secretário executivo do Mapa, José Carlos Vaz, o ministério, a Embrapa e o GTPS também vão promover cursos de formação e capacitação técnica, além de atuarem conjuntamente na obtenção de recursos para a execução das ações propostas. Também serão desenvolvidas atividades e estudos comprovando os benefícios econômicos, sociais e ambientais a partir das boas práticas agropecuárias.

“O trabalho deve ainda estimular essas práticas de outras formas, como um processo de certificação. A partir do reconhecimento quanto à recuperação dessas áreas, pretende-se ampliar o mercado para as propriedades que adotem técnicas produtivas sustentáveis”, afirmou o secretário.

Expansão agrícola

O incentivo do uso de tecnologias que propiciem a recuperação de áreas degradadas também foi destacado pelo diretor executivo da Embrapa, Maurício Lopes. Segundo ele, além de auxiliar no compromisso do Brasil de reduzir entre 83 milhões e 104 milhões de toneladas de CO2, a adoção dessas práticas ainda vai auxiliar na ampliação da fronteira agrícola. “Temos uma extensão territorial de áreas degradadas que, se recuperadas, poderão garantir a extensão da fronteira agrícola, sem a necessidade de aumentar o desmatamento”, explicou Maurício.

 

Fonte: http://www.ruralpecuaria.com.br/2012/05/mapa-assina-termo-de-incentivo-boas.html

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Das águas para a seca: Como manter a performance do rebanho

Estamos no período de transição entre a época das águas e a época da seca, fase muito importante para o desempenho animal, já que é nesta fase que devemos manter o potencial de ganho de arrobas do rebanho. Além da diminuição das chuvas desta época do ano, um limitante para a manutenção do ganho de peso do animal, também é muito comum um fenômeno denominado “veranico” (ocorrência de ausência de chuva num período definido do ano, podendo ser acompanhada de sol intenso). Tal fenômeno é mais característico em algumas regiões como o Norte (incluindo o Vale do Jequitinhonha) e Noroeste de Minas Gerais.
A diminuição de chuvas somada à exposição ao sol intenso acarreta impactos à fisiologia da planta forrageira, afetando, consequentemente, o ganho de peso do animal. Isso acontece porque, ao antecipar o sementeio, processo por meio do qual a planta transloca nutrientes para a semente de forma a garantir sua sobrevivência até se tornar independente, o valor nutricional da planta é reduzido.
Neste cenário, é fundamental corrigir o déficit do valor nutricional com um balanceamento mineral na dieta a partir da inclusão de nitrogênio. Como este período é de vital importância para garantir os bons resultados do negócio pecuária, os produtores devem estar atentos à utilização do suplemento mineral adequado de forma a manter a performance do rebanho.

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Participação PRODAP no evento realizado pela Singularity University

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O Diretor executivo da PRODAP Tech, Leandro Prates, participou nos dias 16 e 17 de março, do evento “Executive Program FIAP” realizado em São Paulo. O evento, realizado pela Singularity University, permitiu aos participantes compreender os desafios e as oportunidades das grandes inovações tecnológicas.
Os especialistas do Vale do Silício, região reconhecida mundialmente por reunir indústrias de tecnologia de ponta como Apple, Facebook e Google, destacaram a importância das empresas de tecnologia se anteciparem ao mercado, reconhecendo as necessidades do futuro.
O evento reforçou as tendências que estão sendo aplicadas atualmente na empresa além de proporcionar novas visões sobre o futuro da tecnologia que serão utilizadas nos sistemas da PRODAP nos próximos anos.
Vejam detalhes sobre o evento e entrevistas com os palestrantes no site da FIAP:
http://www.fiap.com.br/executive-programsu/conteudo-detalhado/
 
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PRODAP participa da 1ª reunião do Centro de Referência “Agronegócio do Futuro”

O projeto é um iniciativa do Núcleo de Gestão em Agronegócio da Fundação Dom Cabral (FDC), instituição de educação executiva eleita entre as melhores escolas de negócios do mundo. O objetivo é reunir empresas para gerar e difundir conhecimento em gestão contribuindo para aprimorar a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Durante a reunião, José Mario Lobo apresentou uma pesquisa que traz indicadores de sustentabilidade para sistemas de produção agrícola. O pesquisador da EPAMIG, propõe um relatório que analisa os aspectos socioeonômicos e o impacto ambiental, sem perder de vista um avanço econômico. Para isso, o relatório analisa itens como a gestão de produção e financeira, práticas conservacionistas, tratamento do lixo, segurança no trabalho, entre outras ações.
Além da PRODAP e da FDC, participaram a EMBRAPA, ITAMBÉ, SIAMIG, EPAMIG, CNH e a FDC.

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O novo código florestal e o desafio do futuro

Por Rafael Mendes*

No final do ano de 2011, o Senado aprovou o texto-base do Novo Código Florestal Brasileiro que nos próximos dias 6 e 7 de Março retorna à Câmara dos Deputados para votação final. Agora, os deputados terão de optar entre a versão do projeto aprovado pela própria Câmara por ampla maioria, mas com críticas do governo e de ambientalistas, e a versão do senado.

Embora o texto-base não tenha agradado ambientalistas e ruralistas, este é um primeiro passo para a conservação da biodiversidade, desmarginalização dos produtores e, principalmente, para estimular o aumento da produtividade brasileira.

Caso seja aprovado, com leis claras e funcionais de regulamentem a preservação das matas e reservas, o produtor se verá obrigado a aumentar sua produtividade adotando técnicas que aumentem sua eficiência produtiva. Ainda que tais técnicas possam elevar os custos de produção nas cadeias agropecuárias, não há dúvidas de que proporcionarão incrementos produtivos capazes de compensar o investimento realizado na adoção das mesmas.

Hoje, somos 7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Isto é, 7 bilhões de pessoas que demandam oxigênio, água potável, energia e alimentos. E, segundo projeções, seremos mais de 18 bilhões de pessoas até o ano de 2026.

Atualmente, apenas o setor agropecuário corresponde a 27% do PIB brasileiro e gera 37% dos empregos no País. Desta forma, é possível visualizar a dimensão da importância deste setor para o futuro. No setor pecuário, ocupamos, , o posto de maior produtor de proteína animal do mundo, seguidos pelos EUA e China respectivamente. Até o ano de 2020, este quadro possivelmente se manterá, sendo que  o Brasil deverá responder por 44% do mercado mundial de carne. Uma grande oportunidade de crescimento econômico e visibilidade mundial, quepor outro lado, exigirá uma grande responsabilidade social do País,  que  possui 190 milhões de pessoas para alimentar.

No entanto, para que possamos tornar competitivos no mercado, crescendo de maneira sustentada (curto, médio e longo prazo) e sustentável, são necessárias leis viáveis do ponto de vista preservacionista e produtivo. Todavia, ainda necessitamos buscar com afinco o aumento da eficiência produtiva e a criação de políticas públicas que forneçam garantias aos produtores, além de melhorias gerenciais e sanitárias. Ainda assim, será fundamental a formação de parcerias com mercados emergentes da China, Rússia e Oriente Médio para que possamos alimentar esta massa crescente de seres humanos e fazer do Brasil um país atento às demandas das gerações futuras e economicamente forte.

*Supervisor técnico-comercial da PRODAP Nutrição Inteligente. Formado em Zootecnia, possui experiência em diversas produções pecuárias em todo o país.

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Venda de rações cresce 7,7% em 2011

O setor de rações para bovinos de corte registrou aumento de 7,7% em 2011 ao totalizar 2,7 milhões de toneladas comercializadas, contra 2,5 milhões de t em 2010. O segmento foi beneficiado pelo aumento de animais confinados, que em 2011 apresentou elevação de 15%, chegando a 3,1 milhões de cabeças, segundo a  Associação Nacional dos Confinadores (Assocon).

O crescimento foi de 8,1% na venda de rações para gado leiteiro, incremento de 4,6 milhões de toneladas, em 2010, para cinco milhões de t em 2011. A venda de sal mineral obteve elevação de 9,3% no último ano, passando de 2,15 milhões de toneladas em 2010, para 2,35 milhões no ano passado.
Para o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, o crescimento é razoável, uma vez que a quantidade de ração consumida no Brasil ainda é baixa para um rebanho de 200 milhões de bovinos. “Elevação de 8% é bom, mas especificamente no setor de ração, onde a quantidade total é relativamente pequena, ainda temos muito a crescer”, avalia.
Para Zani, o crescimento no confinamento apresentado em 2011 reflete a busca pela intensificação da pecuária nacional, o que deve se manter neste ano. Esta é a expectativa de Fábio Maia, diretor executivo da Assocon. “Apesar do elevado preço do milho praticado em 2011, o pecuarista escolheu o confinamento em razão da seca e da morte do pasto em determinadas regiões. Então, mesmo com a previsão de patamares elevados no preço do milho, deveremos repetir o crescimento de 15% em 2012”, estima.
A perspectiva de elevação no preço do milho tem como base a perda de parte da safra no Sul do Brasil, devido à forte seca da região, e, sobretudo, a quebra de produção da Argentina, que sofre  com a seca provocada pelo fenômeno La Niña.
Além desses fatores, os Estados Unidos colheram safra abaixo da esperada para 2011, atingindo 312,69 milhões de toneladas das 340 milhões projetadas inicialmente. “Com a escassez de oferta dos concorrentes, o mercado externo deve se manter atrativo ao longo do ano, elevando o valor do milho brasileiro no mercado interno”, comenta André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult.
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Agronegócio acredita que 2012 será melhor que 2011

A 1ª Sondagem de Expectativas para o Agronegócio, divulgada hoje pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), aponta otimismo do setor para o ano de 2012: 67% dos entrevistados acham que o ano será melhor do que 2011.

A pesquisa foi feita há cerca de dez dias com uma amostra de 100 pessoas ligadas à cadeia do agronegócio, sendo 55% produtores, 25% consultores e 20% fornecedores de insumos e distribuidores.

O diretor técnico da SNA, Fernando Pimentel, disse que a manutenção dos preços e as condições de clima favoráveis para a safra de verão justificam o otimismo. “Salvo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná, basicamente o Brasil, de uma maneira geral, está produzindo muito bem. Vai ser uma safra muito boa, embora com redução de soja e milho”, declarou. Ele ponderou, contudo, que os preços agrícolas estão se mantendo, permitindo que a renda no campo também se mantenha.

Pimentel lembrou que o governo federal já sinalizou a possibilidade de estender alguns benefícios, como renegociação e alongamento de dívidas. “Se você olhar no cômputo geral a safra brasileira, ela sinaliza um ambiente de otimismo, independentemente desses problemas de clima localizados”. Eles podem trazer preocupação par a safra de inverno de trigo, de aveia e milho segunda safra. “Mas, de maneira geral, os sinais são bem positivos”.

A infraestrutura e a logística de transporte e a comercialização são os principais obstáculos para o desenvolvimento do setor nacional, de acordo com 97% dos consultados. “Somos muito eficientes da porteira para dentro, mas nossa infraestrutura não acompanhou o ritmo de crescimento da produção”, avaliou o presidente da SNA, Antonio Alvarenga. Para ele, isso prejudica a competitividade do produto brasileiro no exterior e contribui para diminuir a renda dos produtores.

Um total de 71% dos representantes da cadeia do agronegócio brasileiro demonstrou preocupação também com o cenário internacional, em especial a Europa e China, para onde são destinados, respectivamente, 25% e 17% das exportações do setor nacional. Fernando Pimentel ressaltou que em função da crise mundial, poderá ocorrer problemas na oferta de recursos para a agricultura no Brasil, “principalmente nas linhas de financiamento à exportação”. Mas não será nada de grande envergadura porque as commodities agrícolas são essenciais, “principalmente as que o Brasil produz”.

Ele analisou que a crise vai afetar o ambiente de crédito e de consumo de bens de capital, “mas eu não vejo ninguém deixando de comer na Europa ou na China”. Pimentel destacou que mesmo na crise de 2008, o produtor brasileiro não sofreu reflexos negativos. Como a agricultura trata de bens essenciais, admitiu que poderá haver um pequeno recuo na curva de crescimento das exportações de alimentos brasileiros para a União Europeia ou China, mas assegurou que “não há como abrir mão dos insumos essenciais que o Brasil produz para a alimentação”.

Câmbio (80%), burocracia (82%) e juros (68%) também foram apontados na sondagem entre os obstáculos ao desenvolvimento do agronegócio, superando as tradicionais reclamações do setor, entre as quais falta de crédito e de apoio do governo. A pesquisa traz como novidade a crescente preocupação do setor com a falta de mão de obra qualificada, citada por 66% dos entrevistados.

 

Via Portal Exame

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Agroindústria brasileira recua 2,3% em 2011, aponta IBGE

A agroindústria brasileira recuou 2,3% em 2011, divulgou nesta terça-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do ano passado foi inferior ao de 2010, quando subiu 4,7%, e também menor do que o registrado pela indústria geral, com alta de 0,3%.

Os setores vinculados à agricultura, de maior peso na agroindústria, registraram queda de 1,6%. Os setores associados à pecuária apontaram baixa de 0,6%.

O grupo inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário retraiu 16,9%, diz o IBGE, impactado negativamente pelo aumento das importações. O segmento de madeira avançou 4,9%.

Em bases trimestrais, a agroindústria apresentou resultados negativos nos quatro trimestres do ano, com baixa de 3,9% no primeiro, de 2,8% no segundo, de 0,7% no terceiro e de 2,5% no quarto trimestre. Todas as comparações são contra igual período do ano anterior.

Os derivados da agricultura recuaram 2,4% em 2011, influenciados principalmente pela queda nos derivados da cana-de-açúcar, que foi de 16,5%.

Já a safra de grãos foi de cerca de 159,9 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, resultado 6,9% superior à safra recorde de 2010 (149,6 milhões de toneladas).

Em relação ao setor externo, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as exportações do agronegócio em 2011 atingiram o recorde de 94,6 bilhões de dólares, aumento de 24,0% em relação ao ano de 2010 (US$ 76,4 bilhões), diz o IBGE.

Houve aumento no volume exportado de pedaços e miudezas de aves (4,9%), carne de aves não cortadas em pedaços (0,9%), grãos de soja triturados (13,4%), óleo de soja em bruto (9,5%), bagaços e outros resíduos da extração do óleo de soja (4,2%), celulose (1,2%) e fumo (12,0%). Por outro lado, registraram queda as exportações de açúcar (-9,4%), álcool (-11,5%), carnes de bovinos congeladas (-16,1%), carnes de suínos congeladas (-4,3%) e couros e peles de bovinos (-0,4%). Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, diz o IBGE.

 

Via Portal G1

Categories: Econômia Etiquetas:

Uso do biodigestor muda a vida de uma família de produtores rurais

A granja São Pedro se espalha por 250 hectares no município de São Miguel do Iguaçu, oeste do Paraná, onde José Carlos Colombari toca uma criação de 5,2 mil porcos com a ajuda do pai e do filho.

Com tantos animais na engorda, dar destino a esterco e urina sempre foi uma dor de cabeça para os criadores. Até alguns anos, a propriedade vivia cheia de moscas e o mau cheiro tomava conta.

A situação começou a mudar quando a família adotou o biodigestor. Atualmente, a granja conta com dois equipamentos. O biofertilizante é totalmente aproveitado no pasto da propriedade, onde Colombari mantém o rebanho de gado de corte.

O principal produto do biodigestor, o biogás, alimenta a mini-usina da granja. O gerador funciona ao longo do dia e a energia dos dejetos atende a todas as necessidades da granja e ainda sobra eletricidade, que é vendida para a rede.

O aproveitamento do biogás promoveu uma virada nas contas da granja. O produtor zerou a conta e luz e ainda recebe todo mês um valor aproximado de R$ 2,5 mil com a venda de eletricidade. Somando os ganhos, a redução do gasto com óleo diesel e a economia gerada pelo biofertilizante, os produtos do biodigestor estão trazendo melhoria de renda para a família na ordem de R$ 120 mil por ano.

Saindo do Paraná, uma fazenda em São Paulo também resolveu apostar no aproveitamento sustentável dos dejetos. O proprietário dispensa apresentação. O ator e pecuarista Tarcísio Meira tem um confinamento de bois, onde cria resultado de cruzamentos entre o zebu e raças europeias.

Tarcísio conta que o alimento do gado, preparado na fazenda, é uma mistura de vários ingredientes, como silagem de milho, polpa cítrica e farelo de soja. “A gente faz de tudo para economizar. Uma coisa que a gente fez que foi muito boa e está dando um retorno muito grande foi o biodigestor”, diz.

A propriedade conta com dois biodigestores grandes em atividade. As áreas irrigadas com o biofertilizante são destinadas ao cultivo de milho, que serve para fazer a silagem para o gado. Com isso, a propriedade reduziu os gastos com adubo e a lavoura ficou mais produtiva. Para aproveitar o biogás que sai dos biodigestores, Tarcísio também montou uma mini-usina. “O gerador é suficiente para tocar toda a energia, inclusive nos momentos de pico”, explica.

Tarcísio lembra que outra vantagem ecológica é que, ao gerar energia, a usina destrói toneladas do principal componente do biogás, o metano, um gás poluente e que contribui para elevação da temperatura da Terra, o chamado aquecimento global.

Segundo ele, apostar no aproveitamento sustentável dos dejetos foi uma decisão acertada. A mudança garantiu redução de custos e vantagens para o meio ambiente.

 

Via Portal G1

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Um caminhão de dinheiro

Durante décadas, os caminhoneiros foram remunerados por seu trabalho de uma maneira artesanal, ineficiente e cara. A forma de pagamento eram as cartas-frete que foram proibidas pela Associação Nacional do Transporte Terrestre (ANTT) no dia 23 de janeiro. Essa proibição – um pleito antigo dos representantes da categoria – abre um mercado de R$ 90 bilhões para as administradoras de cartão de crédito e para o sistema financeiro como um todo. Era uma batalha do segmento que tentava formalizar cerca de 800 mil caminhoneiros e retirá-los de uma situação de subserviência às transportadoras e postos de combustível. A carta-frete é um papel assinado pela contratante – uma transportadora – que representa o adiantamento das despesas do frete e o pagamento do motorista.

Cabe ao autônomo conseguir trocar esse papel por dinheiro, combustível ou por outro produto que será necessário ao longo da viagem. O problema é que essa troca só pode ser realizada em um posto que aceite a permuta – cobrando uma taxa de desconto elevada na maior parte das vezes. Esse sistema não só era ineficiente como também injusto. “O caminhoneiro só poderia abastecer em determinados locais, não podia procurar os melhores preços e tinha de depender da boa vontade do posto para receber seu adiantamento”, diz Ricardo Miranda, presidente da Pamcary, empresa que oferece soluções e meios de pagamento em logística. Segundo a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil, o deságio para o troco em dinheiro poderia chegar a 30% do pagamento total.

Miranda faz um cálculo mais modesto e estima o deságio em 15%, ainda assim uma conta salgada para o motorista. “A carta-frete desmoralizava o caminhoneiro”, diz Miranda. Estudos jurídicos dos advogados Ives Gandra Martins e Modesto Carvalhosa, de São Paulo, indicavam que a carta-frete gerava uma situação de quase escravidão para os profissionais da estrada. A resolução da ANTT define que, a partir de agora, os autônomos deverão ser remunerados por meio de cartões pré-pagos ou pelo depósito na conta-corrente. O não cumprimento dessa medida sujeita a transportadora a uma multa equivalente a 100% do valor do frete, limitado a R$ 10.500. Com o fim da carta-frete as administradoras de cartão querem uma fatia desse bolo apetitoso. Visa, Mastercard e bandeiras menores já criaram seus produtos.
Diferentemente de outros cartões pré-pagos, os destinados aos caminhoneiros não têm um uso específico. Eles são aceitos em qualquer estabelecimento conveniado à bandeira do cartão e também podem ser usados para sacar dinheiro nos caixas automáticos dos bancos parceiros. O cartão pré-pago, em geral, é recarregado pela empresa contratante ao longo da viagem do caminhoneiro, à medida que o trajeto vai sendo registrado nos pedágios. Também é permitido ao motorista  proporcionar um cartão adicional a um membro da família. “Isso facilita a vida da esposa do caminhoneiro, que tinha que esperar o retorno dele para poder ter dinheiro em casa”, afirma Rubén Osta, diretor-geral da Visa. A Visa espera conquistar a maior fatia desse mercado já no primeiro ano de atividade.
Para isso, fechou parceria com três das seis administradoras de meios de pagamento habilitadas pela ANTT para intermediar os contratos de trabalho: Repom, Pamcary e DBTrans. “A inclusão do caminhoneiro no sistema financeiro também permitirá que ele se interesse em usar nosso produto em hotéis, alimentação dentro e fora de casa, etc. É um universo de dinheiro difícil de mensurar hoje”, diz Osta. Outras bandeiras estão aquecendo seus motores para acelerar nesse mercado. A Mastercard fechou uma parceria com a Ticket e está em negociação com outras administradoras a serem credenciadas pela ANTT. “Apostamos no crescimento de pré-pago em todos os setores”, diz Alexandre Magnani, vice-presidente de novos negócios da Mastercard Cone Sul.
Segundo estimativa da empresa, o mercado de pré-pagos pode chegar a US$ 81 bilhões na América Latina em 2017. No ano passado, movimentou R$ 12 bilhões. No entanto, não são apenas as bandeiras do primeiro time que querem conquistar a simpatia e a adesão dos irmãos das estradas. A administradora de cartões independente Policard, de Minas Gerais, já contabiliza 100 transportadoras cadastradas e outros 300 contratos pendentes para começar a operar nos próximos meses. “Temos 50 mil estabelecimentos de todos os portes cadastrados em todo o País, desde grandes redes de supermercado até pequenas padarias”, diz Luciano Penha, vice-presidente da Policard. O motorista autônomo que utilizar o cartão da administradora poderá também sacar dinheiro nos estabelecimentos que aceitam a bandeira.
A empresa também está fechando parceria com um banco para ampliar a rede de saques, mas não adiantou qual. “Nossa meta para o primeiro ano de atividade é movimentar R$ 2 bilhões com esse cartão”, diz Penha. Os benefícios do fim da carta-frete não se limitam a ampliar o mercado para as administradoras de meios de pagamento eletrônicos. Segundo estimativas do setor, há 1,43 milhão de caminhoneiros cadastrados em atividade no Brasil, dos quais 56% ou 800 mil são autônomos. Essa estimativa deve ser vista com cautela. “Só saberemos com certeza o tamanho do mercado quando houver a formalização da atividade”, diz Noboru Ofugi, superintendente de serviços de transporte de cargas da ANTT. Isso permitirá a criação de outros benefícios. Além de inserir 500 mil novos consumidores no sistema financeiro, o fim da carta-frete vai permitir, em um futuro breve, o acesso ao crédito.
“Esses trabalhadores poderão financiar a compra de novos caminhões”, diz Osta, da Visa. A frota de autônomos tem em média 19,1 anos, segundo a ANTT. “Os projetos do governo para renovação de frota de caminhões brasileira até então não davam certo porque o autônomo não podia comprovar renda”, diz Miranda, da Pamcary. Com a regulamentação da atividade, será mais fácil a compra de caminhões por meio do programa Procaminhoneiro, que prevê juros de 4,5% ao ano e prazo de financiamento de até 96 meses. “Havia várias iniciativas para tentar formalizar esse mercado, mas apenas com a exigência da lei teremos controle efetivo de quem são os caminhoneiros e quanto eles movimentam para a economia do País”, afirma Ofugi.
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